História
A refinaria de São Miguel Paulista foi construída e operada pela Votorantim, um dos principais conglomerados industriais brasileiros, em 1981, para processar carbonato de níquel proveniente da mina de níquel de Niquelândia, em Goiás.
Ao longo de seus 35 anos de operação de referência no setor, a refinaria foi aprimorada para possibilitar o processamento de diferentes tipos de materiais de níquel e cobalto, incluindo matérias-primas importadas.
Originalmente projetada pela Outokumpu (atualmente Metso Outotec), a refinaria passou por diversas etapas de eliminação de gargalos operacionais e expansão, alcançando sua capacidade final de 25.000 toneladas métricas de níquel metálico por ano e 2.000 toneladas métricas de cobalto metálico por ano.
SMP produzia níquel eletrolítico com pureza de 99,9%, superando a especificação básica exigida pela London Metal Exchange (LME), sendo historicamente utilizado em aplicações de alto valor, como superligas, aços inoxidáveis especiais, galvanoplastia e baterias. A refinaria também produzia cátodos de cobalto fragmentados , igualmente de alta qualidade, historicamente utilizados em superligas, baterias, ração animal, ímãs e produtos químicos. Os cátodos eram comercializados sob a consolidada marca de metais de níquel e cobalto “Tocantins”, com uma ampla rede de distribuição nos Estados Unidos, Europa e Japão.